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José MarÃa Arguedas (1911-1969) foi um expoente da literatura peruana e sua produção versou amplamente sobre a problemática indigenista e sobre as manifestações da cultura indÃgena. O presente estudo tem por finalidade verificar como a contÃstica arguediana apresenta, através de seus personagens, os encontros de culturas, considerando as influências entre elas e as relações identitárias. Para isso, refleti sobre o perÃodo da literatura indigenista, sobretudo, sobre a fase do neo-indigenismo inaugurado por Arguedas. Para nortear esta pesquisa, recorri a alguns teóricos cujas discussões julgo importantes para pensar sobre as trocas culturais e os fenômenos resultantes delas, quais sejam os principais: Fernando Ortiz (1993), Cornejo Polar (2000) e Stuart Hall (2006). Igualmente importantes foram os aportes de Chiampi (1980) acerca da acepção do realismo maravilhoso. A pesquisa foi realizada a partir da aproximação do corpus ficcional, neste caso, os contos, aos pressupostos teóricos supracitados. No percurso de minhas análises percebi que os personagens da contÃstica selecionada ou vivem um processo de transculturação, em que suas identidades apresentam-se múltiplas e contraditórias; ou buscam permanecer vinculados à s suas origens, seja por meio da perpetuação de suas tradições, seja quando partilham da orfandade, condição que os leva sempre ao saudosismo em relação à sua gente, e, portanto, da sua terra e de tudo quanto a compõe. |
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